O que é rinite?
A rinite é uma doença aguda ou
crónica caracterizada pela inflamação da mucosa (revestimento interno) das
fossas nasais. Esta inflamação pode eventualmente estender-se até a mucosa dos
olhos (conjuntivite), ouvidos (otite), seios perinasais (sinusite) ou faringe
(faringite). A causa desta doença pode ser tanto alérgica, como viral ou
bacteriana.
Quais são os tipos de rinite?
A rinite pode ser classificada
quanto a causa da rinite em:
§ Rinite
alérgica: ocorre em contacto com um alérgeno, que são partículas capazes de induzir
uma resposta alérgica (exemplo: ácaro do pó, pólenes das árvores ou flores); é a
doença alérgica mais frequente.
§ Rinite
não alérgica: é causada por inflamação que não decorre de alergias, mas de
vírus, bactérias medicamentos ou da anatomia das vias nasais. Exemplo: rinite inoficiosa,
rinite induzida por medicamentos, entre outros.
A rinite também pode ser
classificada quanto a frequência e ao período da manifestações dos sintomas:
§ Sinusite
perene ou persistente: provocada por alérgenos presentes na casa, como ácaros.
Os sintomas manifestam-se por mais de quatro dias por semana e por mais de
quatro semanas sucessivas.
§ Sinusite
sazonal ou intermitente (febre dos fenos): é caracterizada por aparecer
repetidamente em determinadas épocas do ano como a Primavera e o Outono, altura
em que os alérgenos, como os pólenes estão presentes no ar.
Quais são os fatores de risco?
Existem alguns fatores de rico
para o aparecimento da rinite. O fator de risco mais importante é o fator
genético. Um doente com um histórico familiar de atopia, isto é, histórico familiar
de desenvolvimento de doenças alérgicas como asma, eczema atópico, tem maior
probabilidade de desenvolver rinite.
Contudo, a rinite é também uma
doença multifatorial, e por isso um doente que não tenha histórico familiar de
doenças alérgicas pode também desenvolver rinite.
Quais são os sintomas e sinais?
A rinite apresenta alguns
sintomas típicos como:
§ Escorrimento
de secreções do nariz (rinorreia);
§ Congestão
nasal (sensação de nariz entupido);
§ Comichão
e vermelhidão do nariz;
§ Lacrimejo
e comichão dos olhos;
§ Espirros
em salva (5 a 20 espirros por segundos);
§ Olheiras
crónicas;
§ Cefaleias
(em caso de desenvolvimento simultâneo de sinusite);
§ Eventualmente
tosse (surge quando o corrimento nasal escorre para a garganta irritando-a).
Como se distingue a rinite da constipação?
Embora os sintomas da rinite
possam confundir-se com uma constipação, a rinite difere da constipação em
alguns aspetos como:
§ A
rinite alérgica não se apresenta geralmente com febre, nem com mal-estar;
§ Os
sintomas da rinite só aparecem após o contato do indivíduo com o alérgeno como
pó, animais, etc., ou em determinadas alturas do ano como na Primavera, altura
em que há muito pólen no ar.
§ A
rinite está associada a impressão de estar sempre constipado, e também a
alergias na garganta e ao nariz.
Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico da renite é feito
normalmente pelo histórico de queixas do doente (anamnese), e de exames complementares
como, testes cutâneos alérgicos, dosagem de IgE específica, rinomanometria,
rinometria acústica, citologia de secreção nasal e prova de secreção nasal.
O tratamento da rinite consiste
em:
§ Evitar
os fatores desencadeantes da alergia como por exemplo:
o
Alergia a ácaros: é importante aspirar a casa
com frequência, usar coberturas de colchão anti-ácaro; remover se necessário
tapetes e cortinas da casa.
o
Alergia ao pólen: evitar passeios pelo campo (em
dias ventosos e na Primavera); usar óculos de sol se sofrer de conjuntivite; fechar
as janelas (dias ventosos e na Primavera).
o
Alergia ao pelo de animais: evitar contacto com
o animal e a sua presença em casa.
§ Tratamento
farmacológico:
o Corticosteródes: beclometasona, budesonida, fluticasona,
furoato de fluticasona, mometasona;
o Anti-histamínicos não sedativos: como por
exemplo desloratidina, ceterizina, ebastina, fexofenadina, loratidina,
azelastina, levocabastina;
o
Descongestionantes nasais: fenilefrina,
oximetazolina, tramazolina, xilometazolina (por três a quatro dias no máximo);
o
Lavagem das fossas nasais com soro fisiológico,
água do mar ou água termal;
§ Dessensibilização;
§ É aconselhado
a ingestão de líquidos (para hidratação das mucosas).
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