sexta-feira, 8 de maio de 2015

Hordéolo (treçolho)



O que é Hordéolo?
Um hordéolo (ou terçolho) é uma infeção ocular de causa bacteriana, que desenvolve-se no bordo da pálpebra, mais concretamente nas glândulas aí existentes, ou no interior da pálpebra. A infeção pode ocorrer ao mesmo tempo que a blefarite ou ser uma consequência da mesma, especialmente em doentes que sofram de blefarite crónica. O hordéolo pode ser ocasional ou  de repetição e pode evoluir para calázio. É uma infeção comum em crianças e adolescentes, devido a alterações hormonais, embora possa ocorrer em qualquer idade. Não são contagiosos. 
  

 
Quais são as causas?
Os hordéolos podem ser classificado em hordéolo interno e externo, de acordo com a sua localização e são causados por : 
  • Hordéolo externo: infeção bacteriana das glândulas de Zeiss (glândula sebácea) existentes nas extremidades das pálpebras; 
     
  • Hordéolo interno: causado por infeção bacteriana, por Staphylococcus aureus, nas glândulas de Meibomius (glândulas sebáceas) existentes no interior das pálpebras. A glândula de Meibomius é responsável pelo conteúdo lipídico do flime lacrimal, tornando-o mais resistentes ao ressecamento. 
 
 
Quais são os factores de risco?
 Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de blefarite são: 
  • Blefarite: condição onde há inflamação na borda das pálpebras, com aumento da secreção de gordura (lípidos) ao redor dos cílios e descamação da pele, parecendo que existe caspa na margem das pálpebras; 
  • A  inflamação associada à grande produção de gordura facilita a obstrução das glândulas de Zeiss e proliferação de bactérias; 
  • Poucos cuidados higiênicos como por exemplo 
  • passar as mãos nos olhos com as mãos sujas; 
  • o manuseamento das lentes de contato com as mãos sujas;         
  • não lavar o rosto antes de dormir depois de passar o dia com maquilhagem 
   

 Quais são os sinais e sintomas?
 
O primeiro sinal do hordéolo é o surgimento de um pequeno abcesso  na extremidade da pálpebra, que corresponde a uma pequena área inchada e avermelhada com uma extremidade esbranquiçada na ponta  que pode arrebentar expontâneamente e libertar pus.  
Os sintomas mais frequentes de um hordéolo são os seguintes:  
  • rigidez e dor na área afeta; 
  • sensibilidade à luz;  
  • comichão (prurido); 
  • lacrimejamento e desconforto ao piscar;  
  • sensação de pele estirada devido ao inchaço da zona afetada.   



Como é feito o tratamento?
O tratamento do hordéolo consiste em medidas de higiene, nomeadamente; 
  • A lavagem cuidada das pálpebras;   
  • A não utilização de lentes de contato; 
  • Não tocar na área infectada com as mãos sujas. 
Para acelerar a maturação (liquifação das secreções) do abcesso e para que este arrebente e drene pus é recomedável e a aplicação de compressas quentes, durante 10 minutos, 2 à 4 vezes ao dia. Geralmente o hordéolo evolui espotaneamente para cura em 1-3 semanas. 

O tratamento farmacológico do hordéolo interno com antibióticos tópicos (por exemplo em pomada) não tem nenhum  efeito significativo na evolução para cura, sendo preferível a administração de antibióticos por via oral. Contudo, no caso do hordéolo externo a aplicação de antibiótico vor via tópica é útil para a resolução da infeção e prevenção da reinfeção. 
 Depois de 1 ou 2  semanas se não houver cura, é recomendável a ida a uma consulta de oftalmologia para a realização da excisão cirúrgica do abcesso. 

 
 

 Como pode ser feita a prevenção?
A prevenção do terçol pode ser feita através de: 
  • Higiene cuidada das pálpebras, principalmente em caso de recorrência, na seguinte forma: 
  • Depois lavar as mãos, fechar o olho e  limpar a pálpebra superior de lado a lado com cuidado, com uma solução de limpeza a venda em farmácias, utilizando uma gaze ou um cotonete 
  • Abrir de seguida o olho e olhar para cima e limpar a pálpebra inferior e as pestanas com passagens de lado a lado. Repetir o procedimento no outro olho; 
  • Retirar sempre a maquiagem antes de dormir; 
  • Consultar médico em caso de sofrer de rosácea ou de blefarite recorrente para tratamento destas condições, pois estas favorecem o reaparecimento do hordéolo. 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Blefarite


O que é a blefarite?

Blefarite é uma inflamação que acomete as pálpebras nomeadamente, a região onde crescem os cílios, e é caracterizada pela produção excessiva de lípidos pelas glândulas existentes na pálpebra, as glândulas Meibomius, criando uma condição favorável para o crescimento bacteriano. Geralmente a blefarite é uma doença recorrente ou crónica, que pode surgir em qualquer idade, mas que não causa danos permanentes à visão.

 

Quais sãos os tipos de blefarite?
As blefarites podem ser classificadas quanto a localização e quando a causa. Assim quanto a localização temos:
§  Blefarite anterior: localizada na parte frontal e externa da pálpebra, onde se originam os cílios;
§  Blefarite posterior: associada com a disfunção das glândulas de Meibomius, localizadas dentro das pálpebras e que secretam óleo para a lubrificação do olho;
 
§  Blefarite mista: forma simultaneamente anterior e posterior, mas com diferentes graus de gravidade.
 
Quanto a causa as blefarites podem ser:
§  Blefarite ulcerativa: resultante de uma infeção bacteriana, causada geralmente por Staphylococcus; pode desenvolver-se em crianças e continuar até a velhice;
§  Blefarite hiperemiada: não tem nenhuma causa específica e origina inchaço das pálpebras e olhos avermelhados;
§  Blefarite escamosa ou seborreica: é resultante de doenças como caspa, acne rosácea, a seborreia, etc.
 
Quais são as causas?
As blefarites podem ter uma causa infecciosa, inflamatória, alérgica, dermatológica ou tóxica.
De um modo geral, a blefarite resulta de uma disfunção das glândulas situadas junto da inserção das pestanas, causando inflamação, irritação e prurido.
Frequentemente, a blefarite resulta da combinação de diversos fatores e não de um fator isolado.
 
Quais são os fatores de risco?
Existem diversos fatores de risco associados ao desenvolvimento da blefarite, tais como:
§  Dermatite seborreica;
§  As infeções bacterianas;
§  A rosácea (doença da pele);
§  As alergias a medicamentos;
§  Lentes de contacto ou maquilhagem,
§  As infeções por parasitas como os piolhos;
§  Medicamentos como a isotretinoina, usada no tratamento da acne.
 
  
Quais são os sintomas?
Os sintomas das blefarites incluem:
§  Lacrimejo;
§  Vermelhidão ocular;

§  Sensação de ardor;

§  Aspeto gorduroso das pestanas;

§  Prurido;

§  Inchaço e vermelhidão das pálpebras;

§  Presença de descamação em torno das pestanas, por vezes com formação de crostas;

§  Dificuldade em abrir os olhos;

§  Pestanejo mais frequente;

§   Maior sensibilidade à luz;
§  Crescimento anómalo de pestanas ou pelo contrário, perda excessiva de pestanas;
§  Olho mais seco: alterações da produção dos constituintes das lágrimas pelas glândulas da pálpebra e diminuição da produção das mesmas causando desconforto e risco aumentado de ocorrer infeções oculares;
§  Aumento da probabilidade de formação de treçolhos ou de lesões quísticas palpebrais: devido a obstrução dos canais de saída das glândulas.
A blefarite pode surgir de forma isolada ou, mais frequentemente, acompanhar-se de conjuntivite.

 
 

Como é feito o tratamento?

O tratamento da blefarite passa por cuidados de higiene na zona das pálpebras e com medicação em determinados casos. No último caso o tratamento farmacológico pode ser feito com recurso a:

§  Antibióticos: em colírio ou pomada, para tratamento da infeção bacteriana;

§  Corticosteróides: em colírio; utlizados no tratamento da inflamação;

§  Anti-histamínicos: em caso de blefarite de causa alérgica.


É feito também recurso a:

§  Lágrimas artificiais: permitem atenuar o efeito do défice de produção de lágrimas, mantendo uma normal lubrificação ocular, melhorando e visão e aliviando os sintomas.

 
 
Como é feita a prevenção?

Para a prevenção da blefarite é recomendável:

§  Uma higiene cuidada das mãos, mantendo-as sempre limpas e as unhas cortadas, sobretudo quando fizer a limpeza dos olhos;

§  Efetuar a limpeza dos cílios e das pálpebras, 1-2 vezes por dia, com os olhos fechados, e com o auxílio de uma compressa embebida com solução indicada para limpeza das pálpebras disponíveis nas farmácias, por cerca de 2-3 minutos. Remover de seguida a solução com soro fisiológico;

§  Não utilizar maquiagem, para evitar a irritação ocular, e em caso de utilização, remover a maquiagem ao deitar e efetuar uma higiene adequada dos olhos e do rosto;

§  Evitar alimentos gordurosos;

§  Controlar a humidade do ar do seu local de trabalho, bem como do nível de poluição;

§  Faça recurso a proteção ocular sempre que se justifique;

§  Efetue uma avaliação oftamológica regular.