sábado, 31 de janeiro de 2015

Pneumonia


O que é a pneumonia?

A pneumonia é uma inflamação do parênquima pulmonar, uma parte do pulmão constituída por bronquíolos e alvéolos respiratórios, onde se dão as trocas gasosas. Com o evoluir da inflamação, o parênquima pulmonar é preenchido por líquido resultante da inflamação, deixando de estar apto para as trocas gasosas, e sofre uma redução da elasticidade do pulmão devido a consolidação das zonas do pulmão. A inflamação do parênquima pulmonar pode ser causada por vírus, bactérias e fungos.
 
 
Como se contrai uma pneumonia?

A pneumonia de origem viral (vírus Haemophilus influenza A ou B) pode ser contraída por inalação de gotículas infetadas, provenientes de indivíduos infetados. A pneumonia de origem bacteriana é geralmente adquirida pela aspiração de bactérias que existem na parte superior da nasofaringe (aparelho respiratório superior) e que se tornam agressivas em determinadas condições. A pneumonia de origem fúngica é adquirida pela aspiração de fungos como Histoplasma capsulatum, o Coccidiodes immitis e Blastomyces dermatitidis.
 
 
Quais são os fatores de risco?

Existe um grupo de pessoas com maior tendência para contrair pneumonia. Elas são:
§  Idosos com mais de 65 anos;
§  Indivíduos que vivem em lares e instituições similares;
§  Prestadores de cuidados de saúde;
§  Bebés;
§  Crianças pequenas;
§  Diabéticos;
§  Indivíduos com estado mental alterado;
§  Doentes com doenças crónicas (pulmonares, hepáticas, etc.);
§  Doentes com asma, enfisema;
§  Indivíduos com desnutrição;
§  Alcoolismo (interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do sistema respiratório);
§  Pessoas com sistema imunológico frágil (SIDA, transplantes, ou quimioterapia);
§  Tabaco (provoca alterações inflamatórias que facilita infeções);
Alguns fatores ambientais podem facilitar a contração da pneumonia como por exemplo o ar condicionado, que deixa o ar muito seco, facilitando a infeção por bactérias e vírus. As constipações mal cuidadas também podem favorecer as pneumonias, assim como mudanças de temperatura bruscas.
 
 
Quais são os tipos de pneumonia?
 
 
A pode ser classificada pelo local onde foi adquirida:
§  Pneumonia adquirida na comunidade;
§  Pneumonia por aspiração;
§  Pneumonia associada com cuidados de saúde;
§  Pneumonia adquirida em meio hospitalar;
§  Pneumonia adquirida por ventilação.
A pneumonia da comunidade pode ser classificada em típica e atípica. Na pneumonia adquirida na comunidade típica os sintomas são sobretudo respiratórios, porque os agentes causais são essencialmente respiratórios. Na pneumonia adquirida na comunidade atípica os doentes têm muitos sintomas extrarespiratórios, dando a sensação de uma doença mais generalizada.
A pneumonia também pode ser classificada pela área do pulmão afetada:
§  Pneumonia lobar;
§  Broncopneuminia;
§  Pneumonia intersticial aguda.

A pneumonia quanto ao organismo causador pode ser:

§  Pneumonia viral: causada pelo vírus Haemophilus influenza A ou B;
§  Pneumonia bacteriana: causada pelas bactérias Streptococus pneumoniae, Legionella e Klebsiella.
§  Pneumonia fúngica: causada por fungos como Histoplasma Capsulatum, Coccidiodes immitis, Blastomyces dermatitidis, Aspergillus, Cryptococus neoformans. Os nomes das infeções fúngicas são respetivamente Histoplasmose, Coccidiodomicose, Blastomicose pulmonar, Aspergilose e Criptocose.
 
 
Quais são os sinais e os sintomas?
 
 
Os sintomas comuns a pneumonia são:
§  Febre de 39 ◦C a 40 ◦C;
§  Suor frio;
§  Calafrios;
§  Respiração rápida e curta;
§  Tosse com ou sem expetoração amarela ou esverdeada;
§  Dores no peito ou no tórax;
§  Diarreias;
§  Vómitos;
§  Náuseas;
§  Fadiga.
Os sintomas da pneumonia não são específicos, e por isso não permitem fazer logo o diagnóstico. Isto porque a pneumonia tem sintomas comuns com outras doenças do aparelho respiratório, e não só. Exemplo disso são a febre e a tosse, que podem ocorrer em outras doenças respiratórias.

Para além dos sintomas indicados, numa situação mais grave pode haver cianose central, diminuição da sede, convulsões, vômitos persistentes, ou uma diminuição do nível de consciência.
 
 
Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da pneumonia é feito com exame clínico, auscultação dos pulmões e radiografia do tórax. Este último exame permite garantir o diagnóstico da pneumonia por excluir certas doenças com os mesmos sintomas.


 
Como é feito o tratamento?

O tratamento da pneumonia bacteriana requer o uso de antibióticos, e a melhora costuma a ocorrer entre três a quatro dias depois do início do tratamento. Nos casos de pneumonia viral o tratamento é feito com antivirais, como o Oseltamivir e Zanamivir, por 8 a 10 dias.
Para além do tratamento antiviral ou antibiótico aconselha-se:
§  Repouso em casa;
§  Boa hidratação (ingestão de água, chás, infusões, sumos, etc.);
§  Dieta leve.
Além das medicações, como auxiliar da terapia, podem ser usadas a fisioterapia respiratória. Os fisioterapeutas, através do uso de vibradores no tórax, e da tapotagem, conseguem que as secreções acumuladas sejam eliminadas, e que a cura do doente seja mais rápida. A tapotagem, consiste na percursão do tórax com os punhos, para facilitar a eliminação das secreções que estão dentro dos pulmões.
 

Como se efetua a prevenção?

A vacinação é uma forma de prevenção eficaz na pneumonia bacteriana e viral, tanto em crianças como em adultos. A vacina protege os indivíduos mais suscetíveis como idosos com idade superior a 65anos, doentes com doenças crónicas pulmonares ou não, assim como outros grupos de indivíduos.

A vacina contra gripe é eficaz contra o vírus influenza A e B; prevenindo a pneumonia e outros problemas causados pelo vírus influenza. As vacinas contra Haemophilus influenza e Streptococcus pnemoniae têm boas evidências de apoio para o seu uso. A vacinação de crianças contra Streptococus pneumoniae também está disponível para adultos e diminui o risco de doença invasiva pneumocócica.

Outras formas de prevenção passam por evitar as formas de contágio. Assim, é aconselhável lavar as mãos com frequência, principalmente após:

§  Assoar o nariz;
§  Ir a casa de banho;
§  Trocar fraldas.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Gripe


O que é a gripe?
 
 
A gripe é uma doença aguda contagiosa resultante da infeção pelo vírus influenza (influenza A, B ou C ), que afeta o trato respiratório, nomeadamente o nariz, os seios perinasais, a garganta, os pulmões e os ouvidos. As diferenças entre os vírus influenza A, B e C consistem fundamentalmente nos antigénios da nucleocápside (NP) e das proteínas da matriz (M).

 
 
Como é feita a transmissão?
 
A transmissão do vírus influenza é feita de pessoa para pessoa através de gotículas transmitidas por espirros ou tosse, em que doente infetado expele as partículas. A transmissão também pode ocorrer por contacto direto, como por exemplo por contato das mãos com objetos que tenham ficado contaminados com as secreções infetadas.
A inalação das gotículas através do nariz ou garganta permite a entrada do vírus no organismo e a destruição das membranas do trato respiratório.
 
 
 
Quais são os sintomas da gripe?
 
Entre os sintomas mais associados a gripe encontram-se:
§  Mal- estar repentino;
§  Fadiga ou exaustão;
§  Febre alta;
§  Arrepios;
§  Dores de cabeça;
§  Dor de corpo por vezes intensa;
§  Garganta inflamada;
§  Nariz entupido;
§  Tosse seca, sensação de “peso” no peito;
§  Olhos inflamados.
Na gripe sem complicações, a doença aguda geralmente resolve-se ao fim de cerca de 5 dias e a maioria dos doentes recupera 1-2 semanas. Em algumas pessoas, os sintomas de fadiga podem persistir várias semanas.
 
 
 
Qual é o tratamento?
 
Geralmente o tratamento da gripe é sintomático, e por isso, para alívio dos sintomas recomenda-se:
§  Repouso em casa;
§  Ingestão de líquidos (água, sumos, chá, infusões);
§  Analgésicos para alívio das dores como por exemplo paracetamol, ibuprofeno;
§  Antipiréticos para diminuição da febre como paracetamol;
§  Descongestionantes nasais (exemplo: Nasex, Rinerge, etc) e soro fisiológico para alívio da congestão nasal;
Os antibióticos são ineficazes contra a infeção viral, mas podem ser prescritos para o tratamento de uma infeção bacteriana secundária a infeção viral, como a pneumonia, sinusite, faringite ou bronquite.
 
 
 
Como ser feita a prevenção da gripe?
 
A prevenção da gripe é feita através da vacinação, que deve ser anual, durante os meses de Outono/Inverno, e de preferência, em Outubro/Novembro, porque o período de atividade gripal ocorre entre Novembro e Fevereiro.
Segundo o Portal de saúde, as pessoas que devem ser vacinadas são as pessoas que têm:
§  Idade igual ou superior a 65 anos;
§  Doenças crónicas do pulmão, coração, fígado, ou rins (exceto bebés com menos de 6anos);
§  Diabéticos;
§  Outras patologias que diminuem o sistema imunitário.
 
 
 
Como pode ser evitado o contágio?
 
O contágio da gripe é evitado através:
§  do uso da máscara,
§  isolamento;
§  lavagem frequente das mãos com água e sabão (utilizar toalhetes se não puder lavar as mãos);
§  proteção da zona da boca com um lenço de papel ou com o antebraço.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Bronquite aguda


O que é bronquite aguda?

A bronquite aguda é uma inflamação dos brônquios, tubos que conduzem o ar inalado até os alvéolos pulmonares. A inflamação resulta de uma infeção geralmente causada por vírus.


Quais os agentes causais?
O agente etiológico mais frequente são os vírus, nomeadamente o vírus influenza A e B, parainfluenza, coranovírus (tipo 1-3), rinovírus e vírus sincial respiratório. As bactérias raramente são o agente responsável pela bronquite aguda. Contudo, as bactérias que podem estar envolvidas são Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumoniae e Bordatella pertussis.

As crises também podem ser desencadeadas por contacto com poluentes ambientais e químicos (poeira, inseticidas, tintas, ácaros, etc.).O cigarro é o principal responsável pelo agravamento dos sintomas.


Quais são os sintomas?

A bronquite aguda é caracterizada por uma inflamação autolimitada com os seguintes sinais e sintomas:
§  Tosse seca ou produtiva (muco clara ou purulento) por período entre 10 a 20 dias;
§  Sibilos;
§  Dor na parede torácica.


Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito com base na história clínica do doente e do exame físico. São analisados os tipos de síbilos (localizados, de fases, musicais e altos) que são indicadores da situação clínica.

§  Síbilos localizados: devido ao estreitamento focal das vias aéreas;
§  Síbilos musicais: produzidas na asma e doença pulmonar obstrutiva crónica.
§  Síbilos altos: são síbilos mais altos, a escuta pode ser não auxiliada; emanam das vias respiratórias superiores sugerindo distúrbios nessa área.

Os testes adicionais geralmente não são necessários, sendo as radiografias ao tórax indicadas apenas quando há suspeita de pneumonia.

 
Qual é o tratamento?

Não existe tratamento específico para as bronquites provocadas por vírus. Contudo, para o alívio dos sintomas é recomendável:
§  Repouso;
§  Boa hidratação (ajuda a diluir as secreções e facilita a expetoração);
§  Analgésicos e antipiréticos (paracetamol) para a dor e febre;
§  Descongestionantes para alívio dos sintomas nasais (congestão nasal);
§  Expetorantes para fluidificar e expelir o muco (Exemplos: N-acetilcisteína, Carbocisteína, Ambroxol, Bromexina, Guaifenasina, Sobrerol);

Para infeções provocadas por bactérias como Mycoplasma ou Chlamydia pneumoniae, o tratamento é feito com antibióticos como as Tetraciclinas (Doxicilina, Minociclina), Macrólidos (Azitromicina, Claritromicina) e Fluorquinolonas (Ciprofloxacina, Levofloxacina).

 
Medidas de prevenção

§  Lavar as mão com frequência;
§  Utilizar máscara ou outro equipamento protetor quando estiver sujeito a inalação de elementos irritantes;
§  Evite o contato com pessoas constipadas, gripadas ou com outras doenças transmissíveis por via inalatória;
§  Não inibir a tosse produtiva (o muco ajuda a remover os agentes irritantes);
§  Evitar permanecerem ambientes com ar condicionado ou locais com ar seco demais.

 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Asma

O que é a asma?

A asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas. Quando as vias aéreas inflamadas são expostas a vários estímulos ou fatores desencadeantes, tornam-se hiperreativas (resposta inflamatória exagerada) e obstruídas, havendo limitação do fluxo de ar devido a broncoconstrição (contração do músculo liso ao redor dos brônquios), e produção aumentada de muco. A asma afeta perto de 100 milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, estima-se que mais de 600 mil pessoas sofram desta doença.
 
Quais são os sintomas da asma?
 
Suspeita-se de asma na presença de um histórico com os seguintes sinais e sintomas:
§  pieira recorrente,
§  tosse com predomínio noturno (com ou sem expectoração);
§  dificuldade respiratória recorrente;
§  aperto torácico recorrente.

A maioria das pessoas com asma fica longos períodos sem sintomas, intervaladas com crises quando expostas a algum agente desencadeante. No entanto, outras pessoas têm sintomas persistentes e pronunciados que pioram:
§  Á noite ou no início da manhã;
§  Com a exposição ao ar frio (mudança de temperatura);
§  Com exercício físico;
§  Com a azia;
§  Com stress psicológico;
§  Com a exposição prolongadas a pós, ácaros, fumo (tabaco) ou bolor;
§  Com infeções virais e bacterianas do trato respiratório superior;
§  Com emoções fortes, principalmente quando desencadeiam riso ou choro;
§  Produtos químicos inaláveis
§  Como contacto com animais com pêlo;
§  Com fármacos como ácido acetilsalicílico e beta bloqueadores;
 
 
O que é um ataque de asma?
 
Um ataque de asma é um episódio de exacerbação da doença, perante um desencadeador que produz inflamação com estreitamento das vias aéreas e por conseguinte, uma obstrução da passagem do ar para os pulmões; manifestando-se uma dificuldade respiratória (sensação de sufoco) acompanhada de tosse e ruídos respiratórios (síbilos). Entre os desencadeantes encontram-se:
§  alergénios (poeira, mofo, epitélio dos animais),
§  fatores irritantes como fumo do tabaco ou frio,
§  infeções virais nas vias aéreas superiores (gripe, constipações, sinusites);
§  exercício;
§  doença do refluxo gastroesofágico;
§  medicamentos (ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios não esteroides) e certos alimentos (que induzam alergia);
§  ansiedade (fatores emocionais).
 
 
Quais os tipos de asma mais comuns?

Os tipos de asma mais frequentes são:
§  Asma atópica, extrínseca ou alérgica secundária a ácaros, pólens, pelos de animais, fungos e alimentos. É a mais frequente;
§  Asma intrínseca: de causa não conhecida;
A asma pode ser classificada quanto a gravidade, de acordo com a persistência dos sintomas, em quatro categorias:
§  Grau 1: sintomas leves e intermitentes, até dois dias por semana e até duas noites por mês; em geral, com predomínio dos sintomas no inverno;
§  Grau 2: sintomas persistentes e leves, mais do que duas vezes por semana, mas não mais do que uma vez por dia;
§  Grau 3:sintomas persistentes e moderados uma vez por dia e mais do que uma noite por semana;
§  Grau 4: sintomas graves persistentes ao longo do dia, na maioria dos dias e frequentemente durante a noite.
 
 
Quais são as causas da asma?
A asma pode ter, portanto várias causas, nomeadamente:
§  Alergénios: pólens, poeira domiciliária, ácaros, fungos, pelos de animais (gato, cão, cavalo)
§  Ocupacional: desencadeada pela exposição a agentes existentes no trabalho como por exemplo farinhas, produtos industriais, tintas de cabeleireiro, aves de capoeira, e outros. Os sintomas são por isso, frequentes nos dias de trabalho.
§  Exercício: asma desencadeada pelo exercício físico ou pelo esforço físico. Após 5 a 20 minutos do início do exercício, ocorre um estreitamento das vias aéreas, o que dificulta a respiração do paciente.
§  Fármacos: ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios não esteroides, inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA), propranolol, beta-bloqueadores, metacolina, anestésicos locais, etc.
§  Infeções virais: provocada por rinovírus, vírus sincial respiratório, influenza;
§  Psicogénica: fadiga, ansiedade, depressão, stress, etc.
§  Circadiana: ritmo circadiano pode influenciar o aparecimento da asma
§  Condições simultâneas: síndrome pré-menstrual, sinusite, hipertiroidismo, reflexo vagal.
 
 
Quais são os fatores de riso?
 
Existem alguns fatores que favorecem o aparecimento da asma num indivíduo. Alguns deles são:
§  Fatores genéticos: pessoas com casos de asma na família têm uma predisposição genética para o desenvolvimento de asmas;
§  Histórico de alergias: O principal fator de risco para o desenvolvimento da asma é um histórico de doenças atópicas como a dermatite atópica, renite alérgica, síndrome de Churg-Strauss (uma doença autoimune), e de vasculite. A atopia é uma situação clínica que envolve uma resposta exagerada do sistema imunológico aos estímulos externos;
§  Obesidade: a acumulação de tecido adiposo nos pulmões diminui a função respiratória e provoca um estado pró-inflamatório que favorece o aparecimento de asma;
§  Refluxo gastro esofágico: o conteúdo gástrico aspirado pelo doente (refluxo do conteúdo do estomago em direção a boca), provoca nos pulmões uma inflamação e favorece quadros como pneumonias, bronquites entre outros.
 
Como se diagnostica a asma?
 
O diagnóstico tem por base:

§  A história clínica: para determinar a presença de sintomas e as suas características, relacionados com a exposição de fatores de agressão;
§  Exame específico: para determinar a presença de sinais de obstrução brônquica;
§  Avaliação da função respiratória: onde se valia a obstrução do ar e a presença de hiperatividade, através de testes de função respiratória, medição do fluxo respiratório, teste de broncodilatação; teste te provocação bronquial, marcadores de inflamação em secreção e soro;
§  Avaliação da atopia: testes cutâneos, determinação de IgE específico ao alérgeno no sangue.
  
Tratamento da asma
A medicação utlizada no tratamento da asma têm dois objetivos principais: a prevenção dos sintomas, através de um efeito anti-inflamatório, e alívio dos sintomas. Alguns grupos de fármacos Têm sido utlizados para estes objetivos:
§  Os corticosteroides inalados: são medicamentos preventivos, anti-inflamatórios, que impedem o início da inflamação e dos subsequentes sintomas; têm um baixo nível de efeitos colaterais, são seguros para uso contínuo, uma vez que atuam diretamente nos pulmões. As inalações são feitas com inaladores portáteis, por meio de sprays e em forma de pó (inalados por meio de um dispositivo próprio).
§  Modificadores dos leucotrienos: são medicamentos que interferem no processo inflamatório dos pulmões e são geralmente associados aos corticosteroides. São administrados por via oral (comprimidos e xaropes); o montelucaste, zafirlucast e zileiton fazem parte deste grupo.
§  Teofilina: funciona como broncodilatador mas também possui efeito anti-inflamatório. É usado em associação com os corticosteroides.
§  Anticolinérgicos: estes medicamentos têm ação broncodilatadora, antagonizam a estimulação colinérgica (tónus vagal), provocando o relaxamento da musculatura lisa e a dilatação das vias aéreas. Exemplo deste grupo são o brometo de ipatrópio, e o brometo de tiotrópio.
§  Beta agonistas de curta e longa duração: são medicamentos de alívio, devido ao efeito broncodilatador.
o    Os beta-agonistas de curta duração são usados para o alívio dos sintomas numa crise de asma; eles atuam relaxando a musculatura lisa que envolve os brônquios, permitindo o relaxamento e a entrada de ar nos pulmões. O salbutamol (Ventilan) faz parte deste grupo.
o    Os beta-agonistas de longa duração são utilizados em associação com os corticosteroides e têm como objetivo a prevenção dos sintomas da asma. Como exemplo deste grupo de medicamentos temos o salmeterol e o formoterol.
 
 
 
O que fazer perante uma crise de asma?

Perante uma crise de asma é aconselhável:
§  A utilização do inalador o mais cedo possível, para alívio dos sintomas;
§  Tirar qualquer roupa apertada ou restritiva;
§  Repousar, procurando um local para sentar; a respiração é mais fácil na posição sentada do que na posição deitada. Em caso de estar sentado no chão, descansar com as mãos sobre os joelhos para ajudar a apoiar as costas;
§  Espere dois minutos, e caso não se sentir melhor faça duas inalações com o inalador de alívio;
§  Se não se sentir melhor e estiver preocupado ligue para as urgências pelo 112;
§  Enquanto aguarda, faça duas inalações de cada vez com o inalador de alívio.